Depois de ser perseguida ativista russa deixa o país

Milhares de russos estão deixando o país, sendo que grande parte dessas pessoas possuem alta escolaridade e são bem jovens, como a mais conhecida ativista do meio ambiente Evgenia Chirikova, que arrumou as suas coisas e saiu da Rússia. Esse movimento populacional já possui até um nome, “poravalism” (o que traduzindo significa mais ou menos “movimento da hora de cair fora”).

Evgenia Chirikova saiu da Rússia e está morando na Estônia, e quando fala sobre o país onde está morando diz que o povo é muito amistoso, cheios de alegria, muito educados e uma  grande parte da população fala russo.  Ela diz que está vivendo no país dos seus sonhos.

Ela está morando há dois anos e meio na Estônia, depois de fugir da Rússia após sofrer uma perseguição política, causada por ela expressar as suas opiniões contrárias ao presidente da Rússia, Vladimir Putin e por ser também uma das principais ativistas ambientais do país.

Ela se tornou ativista há mais de dez anos quando conheceu a floresta Khimki, onde os czares caçavam antigamente. A floresta apresenta diversos carvalhos centenários, alguns animais selvagens e borboletas incomuns. Quando a ativista visitou a floresta e viu cruzes vermelhas nas árvores, ela estranhou porque pareciam saudáveis e não entendeu porque elas estavam marcadas para serem cortadas.

Sendo conhecida como o “pulmão verde” da capital russa, a floresta era um parque natural. A ativista procurou saber o motivo das árvores serem derrubadas, e para a sua surpresa ela descobriu que seria construída uma rodovia no meio da reserva. Outras rotas poderiam ter sido cogitadas e não iriam destruir tanto a natureza.

Chirikova ficou sabendo que próprio presidente tinha autorizado o decreto que possibilitava essa construção. Ela acreditava que o motivo real para essa autorização, seria impulsionar o mercado imobiliário na região.

Ela é engenheira e saiu do emprego para se dedicar totalmente a esta causa. Chirikova começou a organizar um grupo e o seu primeiro protesto contou com mais de cinco mil pessoas, que pediam para salvar a floresta Khimki e ainda conseguiu cerca de cinquenta mil assinaturas. Essa ação fez com que os bancos que estavam financiando a obra suspendessem os recursos para a rodovia.

Essa conquista teve um custo bem alto para a ativista, já que ela foi presa várias vezes, outras pessoas do grupo foram atacadas e até jornalistas que escreveram sobre os episódios, foram perseguidos também.

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