Fila de adoção no país tem mais de oito mil crianças a espera de um lar

Atualmente, o Brasil tem uma fila de espera para adoção de mais de 8 mil crianças e adolescentes. Do outro lado temos uma fila de espera para adotar de 38 mil pessoas cadastradas esperando para receber essas crianças. Para diminuir e agilizar o processo de adoção, uma nova lei foi sancionada que ajuda a facilitar o processo de adoção das crianças deficientes e com irmãos em abrigos, assinada pelo presidente da República, Michel Temer.

De acordo com o Cadastro Nacional de Adoção do Conselho Nacional de Justiça, ¼ das crianças à espera para serem adotadas possuem problemas de saúde. Em relação ao irmão é outra dificuldade encontrada na adoção, pois 59,6% das crianças em abrigos tem irmãos. Ao todo são 41 mil cadastrados para adotarem uma criança sendo que 65% não aceitam irmãos e 64% desejam crianças saudáveis.

A lei assegura rapidez e prioridade no processo de candidatos que se interessarem por adotar crianças com idade mais avançada, adolescentes, irmãos, crianças com doenças crônicas e que possuam alguma necessidade especial de saúde.

O supervisor de adoção da Vara da Infância e da Juventude do DFl, Walter Gomes, explica que quem pretende adotar e está nos critérios estabelecidos esperam por um período de 5 a 7 anos para adoção. Gomes diz que todos os casos de adoção exigem cuidados e acompanhamento que é realizado pelas equipes das Varas de Infância dos estados. A adoção no Brasil é realizada por agências de adoção e veio sofrendo alterações ao longo dos anos a partir do ECA, o Estatuto da Criança e do Adolescente através da lei da Adoção nº 12.010/2010.

O processo se inicia com uma entrevista de intenção para a adoção, onde a pessoa interessada procura a Vara da Infância e Adolescência local. Após a entrevista o candidato a adoção preenche um formulário que contará suas características pessoais e familiares e suas condições sociais e financeiras. Os candidatos também terão que descrever características da criança que pretendem adotar, tais como sexo, cor, idade, etc. É solicitado uma documentação, realizado cursos e uma nova entrevista de avaliação para só então poder entrar na fila de adoção e aguardar uma criança compatível com o perfil solicitado.

 

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