Besteiras na internet precisam ser analisadas

Quando uma pessoa vive rodeada de informação, nem sempre parece simples selecionar a que mais tem sentido. Ao mesmo tempo que se tem qualquer informação, existem muitas bobagens que podem ser consideradas com um sentido profundo, ainda que sejam apenas palavras mais rebuscadas aparentando um sentido em alguma frase.

Quando uma pessoa tem o objetivo de impressionar e não de informar, o leitor pode ser enganado com constatações sem fundamentos, uma das coisas mais fáceis que existe é expressá-las. De acordo com o filósofo Harry Frankfurt, professor da Universidade de Princeton, a besteira é dita sem nenhuma preocupação com a verdade. Quando alguém tenta mentir, existe uma preocupação de subverter a verdade.

Quem conta uma besteira pode causar um efeito nocivo por sua habilidade de conseguir o que no caso é importante, a atenção das pessoas, independentemente se está certo ou errado. Em uma pesquisa realizada pela equipe da Folha de São Paulo, foi possível perceber que um texto vago pode aparentar profundidade, ter palavras desnecessariamente complexas e significados que não pretendem ser claros, nisso existe a possibilidade de um texto assim ser criado apenas para impressionar, não para informar.

Os resultados para a pesquisa foram claros, foi identificada o que poderia ser a besteira pseudo-profunda. As bobagens foram pesquisadas empiricamente com os seguintes exemplos: “O invisível está além da nova atemporalidade”, “À medida que você se auto realiza, vai ingressando numa empatia infinita que transcende a compreensão”. Sem nenhuma hesitação, as afirmações citadas foram bobagens geradas em dois sites na internet: wisdomofchopra.com, e New Age Bullshit Generator. Os dois sites selecionam palavras de forma aleatória que estão em destaque no momento e as utilizam para formar uma frase supostamente com sentido, no entanto, as frases criadas não tem a mínima intenção de ter um significado e mascaram sua falta de sentido com uma constatação vaga, por isso são besteiras.

A pesquisa que foi realizada pela Folha de São Paulo com mais de 800 pessoas indicou que bobagens como os exemplos anteriores são lidas e classificadas como pouco profundas. Esse mesmo grupo de pessoas apresentou resultados nada satisfatórios em habilidades cognitivas.

 

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