Felipe Montoro Jens noticia sobre a possível desestatização da Casa da Moeda

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No final do mês de agosto, o Conselho do Programa de Parceria de Investimento (PPI), com a concordância do Ministério da Fazenda, deu um parecer favorável para o início dos estudos para a desestatização da Casa da Moeda do Brasil, instituição que foi criada na época de Dom Pedro II para o controle e a fabricação das moedas, cédulas, selos e passaportes no País, informa o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens. Até o momento, a previsão é que o edital esteja pronto no segundo semestre do ano de 2018, possibilitando que o leilão aconteça no próximo ano.

De acordo com o documento apresentado pelo governo na ocasião, foi explicado que do ponto de vista econômico e financeiro as estimativas são de que haja um déficit operacional nos próximos meses. Desse modo, os estudos serão desenvolvidos com o intuito de encontrar soluções para equilibrar financeiramente a instituição.

Nos últimos anos, reporta Felipe Montoro Jens, o avanço da tecnologia, somado à diminuição da demanda por moedas e cédulas no Brasil, têm provocado prejuízos cada vez maiores para a Casa da Moeda, sendo essas as razões pelas quais a privatização da instituição começou a ser considerada, destaca Moreira Franco, o atual ministro da Secretária-Geral da Presidência da República.

A principal função da instituição é fabricar papel-moeda e moeda. Contudo, de acordo com dados divulgados recentemente pelo Ministério da Fazenda, o consumo de moedas no Brasil está caindo continuamente. Com o avanço da tecnologia, as pessoas estão utilizando cada vez mais cartões de crédito, débito e novas formas de pagamento online, o que tem gerado dificuldades financeiras para a Casa da Moeda. Com isso, o Tesouro Nacional precisa cobrir esse déficit, o que prejudica as contas públicas da União, que já se encontram bastante debilitadas.

Ao analisar essa realidade, o Ministério da Fazenda concluiu que a melhor medida a ser adotada nesse momento seria aprovar o desenvolvimento de um estudo mais profundo e extenso para definir qual será o futuro da instituição, noticia o especialista Felipe Montoro Jens.

A desestatização da Casa da Moeda é um dos 57 projetos de privatização e concessão que foram apresentados pelo Governo Federal no final do mês agosto como alternativa para trazer novos recursos ao caixa da União e estimular a economia do país, informa Felipe Montoro Jens. A estimativa é que os investimentos e ganhos levantados com essas concessões sejam de pelo menos R$ 44 bilhões, podendo superar esse montante.

Segundo o cronograma divulgado em conjunto com esse novo pacote de privatizações, a maior parte dos leilões deverá ficar para o segundo semestre de 2018, que se caracteriza como o período final do governo de Michel Temer, ponto antes das próximas eleições presidenciais. Entre os mais de 20 setores que constam no Programa de Parcerias e Investimentos (PPI) e que possuem projetos de concessão para a iniciativa privada, 12 deles estão com a estimativa de serem realizados nesse período, noticia o especialista em Projetos de Infraestrutura, Felipe Montoro Jens.

 

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