Traria a JHSF consigo o segredo de sobrevivência no empreendedorismo brasileiro?

No cenário do empreendedorismo brasileiro, não são nada raros os casos de empresas que chegam à falência num curto e médio prazo, ou seja, que sobrevivem à instabilidade de nossa economia e às altas taxações apenas por pouco tempo e logo sucumbem. No entanto, temos outros casos que seguem o caminho diametralmente oposto, empresas que permanecem existindo, depois de várias décadas, só crescendo de importância e abrangência de mercados. O segredo, ao menos tomando como exemplo a JHSF Participações, fundada no ano de 1972, ainda com o nome de JHS Construção de Planejamento Ltda., é o da diversificação.

É que, durante todos os anos 1970, a companhia, iniciada pelos irmãos Fábio e José Roberto Auriemo, além de mais dois sócios, operou apenas com o seu foco original, que era a prestação de serviços envolvendo construções. Tanto que, na década seguinte, anos 1980, a JHS já havia tornando-se uma das principais construtoras do Brasil, dadas as grandes obras pelas quais foram responsáveis, seja a nível de construção, seja a nível de ampliação. Exemplos não nos faltam, como a obra do Hotel Transamérica Ilha de

Comandatuba, situado no Estado da Bahia. Outra que podemos citar é a pista de provas feita para a General Motors, na cidade de Indaiatuba, interior paulista. E isso sem contar os milhares de obras envolvendo agências bancárias de várias instituições financeiras diferentes, assim como pela construção e ampliação de vários shopping centers.

Bem-sucedidos, após tantas obras de peso por mais de uma década, ainda durante os anos 1980, a companhia que viria a ser a atual JHSF, resolve então criar sua área interna voltada às incorporações imobiliárias. Assim, nesse processo de ir ampliando a abrangência para segmentos correlacionados, mas mantendo-se em “construção”, passaram-se os anos, até que, em 1990, ocorreu uma cisão na companhia, que terminou tendo apenas Fábio como acionista. E foi nesse momento que à marca foi acrescido um ‘F’, assim surgindo a JHSF.

Já com a nova identidade, chegava ao fim aquela década iniciada com terrível inflação, e então ocorre uma verdadeira mutação na empresa, pois da construção passou-se o foco para um mercado que mostrava-se em forte ascensão com a chegada dos anos 2000 no Brasil: a incorporação imobiliária e também o investimento em edifícios comerciais para locação. E como frutos desse período, é que surgiram empreendimentos do nível do Metropolitan Office, na Rua Amauri, em São Paulo.

Posteriormente, já no ano de 2001, a empresa novamente muda de foco, quanto às suas operações prioritárias, com a criação do que viria a representar, mais para frente (2015), a renda recorrente da JHSF e também sua principal fonte de receitas: a divisão de shoppings centers. Não à toa, o complexo Cidade Jardim, referência em luxo em todo o país, e que inclui não só o Shopping Cidade Jardim, mas também nove torres residenciais (Parque Cidade Jardim) e três torres comerciais, foi então lançado pela JHSF, em 2006.

Como se vê, a empresa foi modificando-se com o tempo, de acordo com a demanda de mercado e a situação da economia nacional, mas manteve-se sempre em crescimento, impondo-se novos desafios e superando-os. Realmente, parece ser esse o segredo para se sobreviver como empreendedor, em nosso país.

 

Leave a Reply

Your email address will not be published. Required fields are marked *