Hepatite A, sabe o que fazer ao adquiri-la?

A Hepatite A é uma enfermidade infecciosa ocasionada pelo vírus VHA, transmitida por via oral-fecal, de uma pessoa contaminada pelo VHA para uma pessoa saudável ou através de produtos alimentícios, como: frutos do mar, vegetais e alguns doces, além de água contaminada.

Esse vírus pode sobreviver por até 24 horas na epiderme, além de ser resistente a degradações causadas por mudanças ambientais, fazendo com que sua disseminação aconteça de maneira facilitada, rápida e resiste durante muitos anos até mesmo em temperaturas negativas.

A hepatite A tem grande incidência em locais onde o saneamento básico é precário ou inexistente. Ao ser infectado uma vez o individuo desenvolve imunidade contra o VHA pelo resto da vida.

Para o diagnóstico acontecer de maneira eficiente, é necessário que todos os sintomas sejam levados em conta, além da realização de exames que detectam anticorpos contra o vírus VHA na corrente sanguínea e também pela presença do vírus nas fezes.

Os sintomas da hepatite A não aparecem logo de inicio e sim a partir do período de incubação, que pode acontecer de duas a seis semanas depois da infecção, por isso não há sintomas palpáveis, mas já é possível que a pessoa que adquiriu o vírus o transmita.

Entretanto algumas pessoas apresentam sintomas como, por exemplo: dores musculares, cansaço, febre, mal – estar, náusea e vômito. Outros sinais da doença que podem aparecer em estágios diferentes são: fezes esbranquiçadas, Icterícia e urina escura.

Mas na maioria dos casos os sintomas são extremamente generalizados, podendo ser confundidos com viroses, o que faz com que muitas vezes o paciente continue levando uma vida normal e que a hepatite A acabe de maneira espontânea, sem o individuo nem perceber.

Em grande parte dos casos, as pessoas entram em contato com o vírus durante a infância, e por isso é preciso cuidado nesta faixa etária, além de indivíduos que interagem com crianças, pois constituem um importante grupo de risco.

A hepatite é uma enfermidade benigna, mas não cuidada pode se desenvolver de maneira grave. Quadros como, por exemplo, a hepatite fulminante, que é uma situação piorada da infecção e pode causar graves consequências.

Não se tem conhecimento de um determinado tratamento para combater a hepatite A, entretanto ao surgirem os sintomas o próprio paciente mantém repouso por instinto, como em outras diversas doenças.

Indivíduos que convivem com pessoas infectadas ou estão com baixa imunidade são indicadas a receber imunoglobulina policlonal para prevenir uma possível infecção.

É necessário que a ingestão de álcool seja suspendida, ou evitado até que o organismo volte ao normal, principalmente as enzimas hepáticas.

Até o momento existem duas vacinas contra a hepatite A, a primeira é aplicada em duas doses e a segunda em três doses, distribuídas em intervalos de seis meses.

A vacina contra esta enfermidade não esta incluída no programa oficial de vacinas, mas podem ser aplicadas desde o primeiro ano de vida, já que sua eficácia não é comprovada abaixo desta idade.

Indivíduos pertencentes a este grupo de risco ou que convivem com infectados também tem de ser vacinadas.

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