Especialistas enfatizam a importância dos exercícios físicos na terceira idade

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Até pouco tempo atrás era comum dizer que o Brasil era um país jovem. Até na década de sessenta eram pouco mais de três milhões de pessoas acima dos 60 anos, hoje são mais de 20 milhões. Mas não adianta apenas viver mais, é preciso viver bem. Exercícios físicos nessa faze da vida melhoram a saúde física e mental. Lembrando que nunca é tarde para começar.

Cabelo branco não é desculpa para sedentarismo. Cinco vezes por semana, o economista aposentado Carlos Roberto Ferreira corre 15 quilômetros. Aos 74 anos de idade sobra disposição para ele se exercitar. “Eu estou me preparando para a São Silvestre e estou preocupado em viver bem, com muita qualidade de vida”.

14% da população hoje tem mais de 60 anos. O número é o dobro do começo da década de 90 e tende a aumentar. Por isso cuidar da saúde é tão importante. A aposentada, Valentina Madeira Dias, também se esforça para não ficar parada enquanto o tempo passa. “Tenho que sair logo de manhã que é para começar o dia logo com energia e vontade de continuar”.

Fazer exercícios ajuda a repor a massa muscular que naturalmente se perde com o processo de envelhecimento do corpo humano. Mas é preciso tomar cuidado, porque na terceira idade o risco de lesões também se torna maior.

Na academia 4you!, localizada na cidade de São Paulo, os alunos com mais de 60 anos são obrigados a apresentar laudo médico antes de ingressar na malhação. Os treinos elaborados por professores também são específicos para a terceira idade. “A recomendação é alongamento com musculação, um treino moderado e procurar fortalecer bem a musculatura, principalmente a lombar, porque o idoso acaba sofrendo muito acidente nessa região”, diz o professor de educação física da 4you!, Paulo Freitas.

A aposentada, Iara D’ Ambrósio, frequenta a academia há mais de 10 anos. Hipertensa, ela sofreu um acidente vascular cerebral quando se submetia a um cateterismo. Ficou internada, mas graças aos exercícios teve uma recuperação mais rápida. “Não digo pra vocês que eu gosto ou adoro vir para academia, não, mas se eu não venho o meu corpo sente falta e eu acho que é muito necessário. Venho sim contente, porque saio daqui me sentindo muito bem”, diz Iara.

“Sem saber, muitos idosos desenvolvem lesões com ginásticas não monitoradas”, explica o ortopedista Marcelo Soares. “Os casos mais comuns são lesões musculares e de cápsula articular, que envolve internamente o ombro”, diz Marcelo.

“Acabou aquela história de atividade de baixo impacto. O idoso tem sim que fazer musculação, se mexer, embora sempre acompanhado. Eles precisam de atenção séria e não podem fazer esforços com orientações amadoras, de quem compartilha o espaço”, diz o especialista, que também reforça a grande importância das pessoas em outras faixas etárias desde sempre praticarem uma rotina diária de exercícios.

 

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