Moradores das montanhas Gregas se tornam mais saudáveis pela variedade genética

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Moradores de aldeias isoladas na Grécia tem vida mais longa dizem os cientistas e a causa é uma variedade genética comum, que reduz os níveis de gordura “ruim” e protegem o coração.

A população Mylopotamos do Norte da Ilha de Creta possui uma dieta rica em gordura animal, porém tem baixas taxas de doenças cardiovasculares. A diferença é que poucas pessoas se mudam para dentro ou fora dessas regiões de Aldeias isoladas de Oniana e Anagia e seus moradores são conhecidos por serem saudáveis até chegarem a sua velhice.

Trata-se de uma dieta que poderia causar muitas complicações para a saúde deles, devido à alta ingestão de carne de cordeiro e queijos local como o cretan, que possuem altos níveis de gordura saturada que aumenta o colesterol no sangue, e que elevam o risco de doenças cardíacas e derrame.

Os aldeões tem um nível de diabetes do tipo 2 e aparentam não sofrer consequências comuns tais como a diabetes renal. Mas o que a há de diferentes neles é o que os pesquisadores do Wellcome Trust Sanger Institute, organização britânica que investiga o genoma humano, estão procurando.

As pesquisas apontam uma variedade genética que tem como características a proteção do coração e ela esta associada aos baixos níveis de gorduras naturais e o colesterol “ruim” que são importantes para diminuir as doenças cardiovasculares. Essa variação genética aparenta ser unicamente dos moradores das duas aldeias. Foram feitos exames de sequenciamento do genoma em milhares de europeus e apenas alguns possuíam algo parecido, relataram os pesquisadores, e o genoma de 250 habitantes foram sequenciados inteiro. Isso significa que as amostras de sangue retiradas, extraíram o DNA e analisaram a sequência de 3 bilhões de letras que constitui o genoma humano.

Os resultados foram usados para obtenção mais detalhada dos mais de 3 mil moradores que foram genotipados. A descoberta britânica não incentivara as pessoas de saírem do consumismo de gordura animal, porque não temos a mesma variedade genética dessa população.

Ainda não houve respostas do motivo dessas características estarem presentes nos habitantes das aldeias, pois os moradores da Grécia não possuem a mesma variação genética. A explicação para que essa relação tenha ligação com o estilo de vida e alimentação dessas pessoas, seria algo passado de geração em geração e que não foi traçado ainda. Os pesquisadores afirmam que essa descoberta ajudará na identificação de quais variações tem o papel importante nessas doenças complexas. Mas já é um começo pra responder algumas questões de como algumas pessoas sofrem com doenças cardíacas e outras não. Já existem estudos parecidos em realização com outras pessoas que vivem isoladas nos Estados Unidos e Escócia.

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