NHS afirma que não há evidências de violação de dados de pacientes em ataques cibernéticos

O Serviço Nacional de Saúde (NHS – National Health Service) da Grã-Bretanha relatou que não tem nenhuma evidência de que os dados dos pacientes foram violados após um ataque de ransomware.

Dezenas de milhares de ataques de ransomware – um tipo de malware que restringe o acesso ao sistema infectado e cobra um resgate para que o acesso possa ser restabelecido – foram registrados no dia 12 de maio de 2017, por organizações em todo o mundo, incluindo 16 que fazem parte do Serviço Nacional de Saúde. “Nesta fase”, disse o NHS, “não temos qualquer evidência de que os dados dos pacientes tenham sido acessados.”

O problema pareceu começar na sexta-feira de manhã, quando os hospitais no Reino Unido foram atacados por um ciberataque em larga escala que forçou operações a serem canceladas e ambulâncias a serem desviadas.

Os trabalhadores dos hospitais atacados relataram ter sido bloqueados de acessar o sistema e de terem visto mensagens nos computadores exigindo pagamentos de resgate para recuperar o acesso aos dados. O NHS da Inglaterra descreveu o incidente como um ataque “ransomware”.

O ransomware, chamado “WannaCry”, bloqueia todos os arquivos em um computador infectado e exige que o administrador pague para recuperar o controle deles. As vítimas têm seis horas para pagar um resgate de US $ 300, disse um especialista.

Hospitais fazem parte do ataque global

Pelo menos 16 organizações ligadas ao Serviço Nacional de Saúde na Inglaterra e um número desconhecido na Escócia relataram terem sido afetadas. “A investigação está em uma fase inicial, mas acreditamos que a variante de malware seja a Wanna Decryptor”, disseram funcionários do NHS Digital no dia do ocorrido em um comunicado. “Nessa fase, não temos nenhuma evidência de que os dados dos pacientes tenham sido acessados e continuaremos trabalhando com as organizações afetadas para confirmar isso”.

Os hospitais afetados foram: London North West Healthcare Trust na capital, University Hospitals North Midlands, na Inglaterra central e York Hospitals, no norte.

Funcionários escoceses convocaram uma reunião de emergência para lidar com o problema, relatou a secretária de saúde, Shona Robison.

O ciberataque foi inicialmente pensado para atacar apenas hospitais no Reino Unido, mas acabou por ser um ataque mundial, disse a primeira-ministra britânica Theresa May. “Estamos cientes de que uma série de organizações do SNS têm relatado que sofreram um ataque ransomware”, disse May. “Este não é o alvo do NHS, trata-se de um ataque internacional, e vários países e organizações foram afetados”.

A empresa de segurança cibernética Avast identificou mais de 75.000 ataques de ransomware em 99 países. O ataque de ransomware está em “um nível sem precedentes e requer investigação internacional”, disse no Twitter o órgão policial da União Europeia. As autoridades de diversos países estão investigando os ataques e colaborando com informações que possam ajudar na descoberta de quem está por de trás desses ataques.

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