Mudanças climáticas causam o aparecimento de doenças congeladas

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Estudos feitos por cientistas, mostram que as mudanças climáticas não são mais um problema para o futuro, mas uma ameaça real para o presente.

A humanidade ainda não sabe como lidar, com as dificuldades que poderão ser causadas, pelas alterações do clima, tendo como possibilidade, o retorno de bactérias e vírus conservados embaixo de camadas glaciais, além do aumento de mosquitos espalhados pelo planeta.

Recordes negativos foram registrados, na região do Ártico neste ano, com a menor área glacial registrada nos últimos 40 anos, no período do inverno, que totalizaram uma área com cerca de quase 15 milhões de quilômetros quadrados, que apesar do número ser alto, é necessário todo esse tamanho, para a existência da humanidade.

O biólogo evolucionista Jean-Michel Claverie, da Universidade Aix-Marseille, declarou que esse gelo definitivo, é graças ao frio, a escuridão e a falta de oxigênios, elementos muito importantes para a permanência dessa camada glacial. Quando se observa o degelo nessas regiões, o risco do retorno de várias doenças, congeladas ali, são fatos preocupantes.

Um exemplo recente deste novo desafio, foi o aparecimento de uma doença denominada antraz na Rússia. Ela infectou dezenas de habitantes na região da Sibéria. A suposição mais aceita é a de que, uma rena com a bactéria Bacillus anthracis, causadora da doença, morreu infectada há quase oitenta anos.

No verão russo do ano passado, foi registrado temperaturas altas para aquela região, em torno de 35°C. Isso explicaria o retorno dessa bactéria congelada, que levou à morte um menino de 12 anos  por antraz , nessa região.

Estudos feitos por pesquisadores russos, mostram que o derretimento dos gelos nas camadas definitivas, são responsáveis pelo aparecimento de doenças congeladas há muito tempo, estão causando muita preocupação em toda a humanidade.

Doenças graves dos séculos XVIII e XIX, poderiam retornar, principalmente em regiões próximas de onde foram sepultadas, as vítimas dessas doenças. Ainda existe o fato de que esses lugares, não serem conhecidos atualmente pelos agentes sanitários do local ou podem nem existir mais.

Com a elevação da temperatura média do planeta, outro fator negativo, seria o aumento das áreas favoráveis para a proliferação de mosquitos, portadores de doenças.

Uma pesquisa de 2014, mostra que regiões que atualmente não são habitats dos mosquitos, vão passar a ser. Um exemplo desse mosquito é o Aedes aegypti, transmissor de doenças como a zika, a dengue e a febre amarela. Algumas das regiões que atualmente não são favoráveis ao habitat dos mosquitos são: a Austrália, sul do Irã, algumas regiões da América do Norte e a Península Arábica. Essas regiões podem se tornar áreas próprias para a proliferação desses mosquitos, devido as mudanças climáticas.

Áreas de climas tropicais e subtropicais, vão seguir como regiões favoráveis ao mosquito Aedes aegypti, aumentando o risco dessas doenças serem transmitidas.

 

 

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