Preocupação com a extinção das girafas

 

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Os estudiosos da diversidade biológica do planeta Terra, os conservacionistas, entregaram ao governo americano, um pedido para que as girafas sejam incluídas na lista de animais ameaçados do FWS, sigla em inglês, do Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos. Os conservacionistas esperam com isso, que sejam tomadas medidas de prevenção para acabar com a “extinção silenciosa”, ao qual o animal está sendo vítima. Esse pedido encaminhado ao FWS, foi assinado por cinco diferentes grupos ambientalistas.

A girafa foi reconhecida como um animal ameaçado de extinção pela IUCN (União Internacional para a Conservação da Natureza). Existem apenas 97.560 desses animais na África Subsaariana em números atualizados. Em 1985, esse número chegava a 151.700 girafas, o que significa uma queda de quase 40% em trinta anos. Esses números mostram que agora a quantidade de girafas na atualidade, é menor que o de elefantes na África. Também os elefantes  enfrentaram um processo  para que não fossem extintos.

As girafas têm o seu processo de extinção agravado, devido a situações como atropelamentos, perdas do seu habitat, colisões com fios de energia, caça ilegal e mortes provocadas pelos “caçadores de troféus”.

Nesta última década, os Estados Unidos importaram sozinhos, 3.000 peças de pele, mais de 21.000 esculturas ósseas e 3.700 troféus de caça de girafas. Esses dados foram fornecidos pelos grupos que entregaram a petição. Se fizerem parte dessa lista de animais em extinção, as girafas passariam a ter, várias medidas de proteção, uma delas seria incluir restrições, caso algum americano queira viajar para o continente africano, onde existe o habitat natural das girafas, e voltar com uma espécie de “lembrança” do animal.

A caça desses animais ganhou destaque, quando em agosto de 2015, uma mulher americana postou em redes sociais, imagens de animais mortos que ela havia caçado na sua viagem à África. Em uma dessa fotos, ela aparecia com uma girafa morta, tendo assim aumentado o desejo de adquirir esses artefatos como “troféus”.

Um estudo recente de genética revelou, que existem quatro diferentes raças de girafas, e não uma, como se acreditava antes. Os cientistas descobriram que um dos fatores, que pode estar gerando a diminuição do número desses animais, é que quando há um cruzamento dessas diferentes raças de girafas, elas geram descendentes não férteis. Mas o pedido que foi feito ao FWS, inclui todas as girafas e não apenas uma raça específica.

A petição foi assinada pela Sociedade Humanitária Internacional e sua divisão nos Estados Unidos; pela Fundação Internacional para o Bem-Estar Animal (IFWA, na sigla em inglês); pelo Centro para a Diversidade Biológica e pelo Conselho de Defesa de Recursos Naturais. Pessoas interessadas podem assinar uma carta, na página do IFWA, somente em inglês, que será encaminhada em apoio do pedido, feito ao Serviço de Pesca e Vida Selvagem dos Estados Unidos.

Esse pedido será analisado pelo governo americano e a seguir, será possível que o público mande as suas opiniões em relação a essa questão.

 

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