Força Nacional tenta combater explosão de violência no RJ

Mais de 400 homens da Força Nacional de Segurança Pública já estão no Rio de Janeiro para tentar combater a onda de criminalidade que assola a cidade desde o fim das olimpíadas. A situação se agravou ainda mais por conta da crise financeira que o estado enfrenta e da ameaça de greve da PM.

O governo federal optou por enviar as tropas da Força Nacional após uma série de saques à caminhões, destruição de ônibus e tiroteios nas avenidas Presidente Dutra, Brasil e Washington Luís. A expectativa é de que o contingente fique 3 meses na cidade maravilhosa.

Estratégia de atuação

A estratégia definida em conjunto entre o Ministério da Justiça e governo do Rio de Janeiro prevê a implantação de um “cinturão de segurança” na região do Chapadão e da Pedreira, conhecidas pelo constante roubo de cargas. Os soldados atuarão também em outros 20 pontos da cidade considerados críticos, e em rotas usadas por facções criminosas, como a Rua Mercúrio, perto da Via Dutra, Avenida Automóvel Clube e a Avenida Brasil.

“Os militares estão fazendo abordagens de pessoas e veículos e patrulhando essa região, dando mais liberdade para os policiais do 41º BPM (Irajá) atuarem em outras ocorrências nos bairros e nas comunidades. Trata-se de um policiamento preventivo”, explica o porta-voz da Polícia Militar, major Ivan Blaz.

Ambientação

Antes de irem às ruas as tropas da Força Nacional passarão por um processo de “ambientação”, com palestras realizadas pelo Batalhão de Policiamento em Vias Especiais (BPVE), pela Coordenadoria de Operações Especiais (COE) e pela Delegacia de Roubos e Furtos de Cargas (DRFC), dentre outros órgãos.

Cada soldado da Força Nacional atuará em turnos de 12 horas, mas o horário de trabalho não foi divulgado. O Ministério da Justiça informou que as rondas serão realizadas nos horários de maior incidência de crimes, durante o período matutino ou noturno. “O efetivo vai atuar em cima da mancha criminal que mapeamos diariamente que apontam pontos críticos”, afirma o porta-voz da PM.

A Força Nacional será comandada pelo coronel Benedito Pereira, o mesmo que atuou durante a greve da Polícia Militar do Espírito Santo.

Otimismo com cautela

Os gestores da segurança pública do Rio de Janeiro demonstram otimismo com a chegada da Força Nacional, mas reconhecem que a ação é apenas paliativa. “Obviamente esse apoio bem-vindo do governo federal não é suficiente para resolver a problemática da segurança no Rio, mas vai surtir bastante efeito nesses locais”, disse o major Ivan Blaz.

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