Após se tornarem mães, mulheres buscam caminho do empreendedorismo – noticia Marcio Alaor do BMG

Conseguir espaço no mercado de trabalho, após o nascimento dos filhos, pode ser uma tarefa complicada para a maioria das mulheres. Segundo levantamento realizado para Catho, em 2017, cerca de 21% das mulheres só conseguem recolocação profissional três anos depois da maternidade. Na mesma pesquisa outro dado revelador se destaca: 13% das novas mamães optam por não buscar emprego fora de casa, reporta o executivo do Grupo BMG, Marcio Alaor.

Contudo, indo na contramão das estatísticas, há que deseje seguir o caminho do empreendedorismo. Este é o caso de Ariane Chiebao, de apenas 27 anos, e que tem a startup Aurora Sling como principal fonte de renda.

Em 2011, ano do nascimento de seu filho, Ariane participava de projetos sociais na ONG Lua Nova. Conforme relata a jovem “Não me sentia bem em deixar ele em alguma escola para estar trabalhando. Na ONG, espalhávamos a ideia de aproximar mãe e bebê e acabou se tornando uma coisa bem controversa, porque eu estava longe do meu filho”, noticia Marcio Alaor, do BMG. Algum tempo depois ela resolveu sair da ONG e permaneceu desenvolvendo projetos relacionados à área publicitária, sempre próxima ao filho.

A jovem empresária, que sempre desejou aprender a costurar, alinhou vontade à necessidade e visualizou a oportunidade de dar início a uma loja virtual que negocia, especialmente, carregadores para bebês. Durante os primeiros meses Ariane lucrava cerca de R$ 500; hoje possui ganhos que variam entre R$ 3.000 e R$ 4.000.

Outro caso de êxito é o do design de moda Tais Refinetti, de 35 anos. A moça, que atuava como modelista, largou o trabalho no final de 2012 por conta do nascimento do filho. Nessa época, o sobrinho de apenas três anos solicitou a Tais uma fantasia de búfalo, reporta o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor. O sucesso da vestimenta foi tão grande na escola em que o garoto estudava, que outras mães passaram a fazer encomendas.

Juntamente com a irmã Ana, que operou como ele entre os clientes iniciais, fundou a Taioca em 2014 – que, inclusive, já conta com algumas etapas de produção terceirizadas. Atualmente a empresária consegue faturar mensalmente R$ 6.000.

Já o caso de Karen Abe, 35 anos, foi um pouco diferente. A produtora editorial não teve escolha entre permanecer ou não no emprego: no dia em que regressou da licença-maternidade foi demitida. Segundo relata Abe “Nunca imaginei que seria dispensada, era super workaholic. Quando comuniquei que estava grávida, descobri como era a relação entre empresa e contratada, me tornei dispensável. Foi estressante até conseguir a licença”, noticia Marcio Alaor, do Banco BMG.

Mesmo possuindo mais de 10 anos de experiência em design e marketing, a moça até chegou a receber propostas, mas decidiu não regressar ao mercado de trabalho. Com o apoio do marido começou a costurar em casa. Em 2014 deu início à Caramelito, e-commerce dedicado a produtos relacionados às mamães e bebês como almofadas e babadores. A renda média de Karen é menor do que na época em que estava inserida no mercado de trabalho, contudo, em certos períodos do ano – como em janeiro- ela chega a faturar R$ 10.000, reporta o executivo do Banco BMG, Marcio Alaor.

 

 

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