Flavio Maluf informa sobre o possível acordo entre a Siemens e a Bombardier

De acordo com fontes internas, a Siemens e a Bombardier estão em processo de negociação para combinarem as suas operações no setor ferroviário, com o intuito de tornar a empresa mais competitiva e capaz de lidar melhor com a concorrência das empresas chinesas, informa o presidente das industrias Eucatex, Flavio Maluf.

Essa proposta de joint venture pode chegar ao patamar de cerca de € 10 bilhões, e consistiria na combinação da produção de trens e sinalizadores de ambas as empresas. As fontes responsáveis pela divulgação dessas informações são anônimas, tendo em vista que o processo de negociação tem sido feito de modo privado e sigiloso. Elas afirmaram ainda que o acordo poderá ser firmado ainda no primeiro semestre de 2017.

Até o momento, nenhuma decisão está confirmada pois essa combinação das empresas precisaria da aprovação das autoridades antimonopolistas, o que pode gerar uma resistência por parte dos sindicatos, noticia Flavio Maluf.

As fontes disseram também que as negociações entre a Bombardier e a Siemens teriam começado no início desse ano, devido a crescente preocupação com as concorrentes chinesas, que estão crescendo cada vez mais no mercado internacional e se tornando uma grande ameaça para ambas as empresas.

No ano passado, a Bombardier negociou uma parcela de 30% do seu setor de trens para a gestora de fundos Caisse de Dépôt et Placement du Québec por cerca de US$ 5 bilhões, o que ajudou a empresa a conseguir o capital que precisava durante um período de crise de liquidez, reporta Flavio Maluf.

Entretanto, no caso da Bombardier e da Siemens, as autoridades antimonopolistas podem ser um obstáculo maior para que esse acordo seja firmado. Para isso, especialistas garantem que as duas empresas teriam que contar com o apoio dos sindicatos dos trabalhadores nas negociações, os quais só aprovariam essa joint venture caso não exista o risco de existirem reduções no número de empregos.

Para a Siemens, esse acordo serviria para enxugar o extenso conglomerado da empresa. Durante os últimos anos, o executivo Joe Kaeser, CEO da empresa, investiu continuamente na redução do foco destinado aos setores de energia, software industrial e automação de fábricas. Nesse processo, foi vendida grande parte da divisão de lâmpadas e criados planos de ações para a subsidiária de saúde, que produz escâneres médicos e outros tipos de equipamentos, informa Flavio Maluf.

O segmento de mobilidade da Siemens há anos sofre com grandes prejuízos, em parte devido a grande soma gasta no pagamento de indenizações de funcionários demitidos. Essa situação gera especulações constantes sobre a necessidade da empresa em procurar parceiros nessa divisão, como é o caso da própria Bombardier ou da francesa Alstom.

No ano de 2014, por exemplo, a Siemens tentou adquirir a Alstom mas não conseguiu, perdendo para a proposta feita pela General Electric, reporta Flavio Maluf.

Entre as produções de maior destaque do segmento de mobilidade da Siemens está o trem ICE de alta velocidade, responsável por conectar várias cidades alemãs como Colônia, Munique e Berlim. Além disso, essa divisão também produz bondes e alguns tipos de equipamentos de sinalização.

 

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