Estudante de psicologia desaparece deixando vestígios que apontam irmandades secretas e alienígenas

Paredes completamente tomadas por inscrições estranhas. À primeira vista incompreensíveis. Símbolos esotéricos, referências a ufologia. Tudo isso é obra de um estudante de psicologia de 24 anos que fez tudo isso no próprio quarto, foi embora e não dá notícias desde o dia 27 de março de 2017. Esse caso está mexendo com a imaginação de muita gente. Qual o significado desses escritos? E o que aconteceu com esse jovem?

No quarto do estudante de psicologia Bruno Borges, as paredes, o chão, o teto, tudo está coberto de símbolos misteriosos. Alguns são conhecidos, como a Cruz Ansata , um símbolo egípcio da vida eterna. A Rosa Cruz é uma referência à ordem espiritual que congrega iniciados do mundo inteiro. E o esquadro e o compasso são símbolos da maçonaria. Mas há mistérios ainda não decifrados no quarto de Bruno.

Bruno deixou quatorze livros escritos a mão em uma linguagem secreta e ainda colocou uma estátua em tamanho natural de um monge, bem no meio do quarto. Ele fez tudo isso em 24 dias, sem a família saber. “Fiquei muito assustado quando eu vi, porque não é normal um pai entrar no quarto do filho e ver aquilo. Não tinha mais cama, não tinha mais guarda-roupa. Ele desmontou tudo. Então naquele momento eu fiquei muito assustado e percebi que com certeza ele tinha sumido”, diz o pai do Bruno, Athos Borges.

Pra onde Bruno foi naquele 27 de março?

O Bruno ficou pouco tempo em casa, pegou a mochila, o HD do computador e seguiu a pé por mais de 1 quilômetro. Por volta de 15h, Bruno chegou em um ponto de Táxi, onde trabalhava no momento Antonio de Oliveira, o taxista que atendeu o estudante. “Ele recebeu uma ligação como se estivesse sendo orientado por alguém para chegar em um endereço. Ele estava ansioso pra chegar ao encontro dessa pessoa, porque tinha alguém no telefone”, diz o taxista. Bruno pediu para saltar perto de um motel. O percurso de Táxi demorou em torno de 15 minutos. O motel informou que Bruno não esteve lá.

Existe uma nova pista, na floresta logo atrás do motel. Lá existe uma clareira onde seriam celebrados rituais secretos. Logo na chegada do local foi encontrado restos de fogueira, o que é possível imaginar que as pessoas frequentam o local com uma certa rotina. Também tem cinco cadeiras dispostas em círculo bem no meio da clareira. Uma testemunha de que a mata é usada para rituais, Deuzimar dos Santos, diz que eles fazem isso sempre a noite.

Teria este lugar alguma relação com o sumiço do Bruno?

Uma outra pista também está sendo investigada. É uma costureira de quem Bruno encomendou três túnicas brancas. “Ele só disse que queria as túnicas com capuz cobrindo o rosto. Eu perguntei se era pra igreja, ele disse que era quase isso. Quando ele veio buscar a encomenda, ele veio com outro rapaz forte. O outro rapaz ficou esperando e ele foi experimentar as túnicas e disse que gostou, ai me pagou e foram embora”, diz a costureira, Maria Araújo Barros.

O rapaz que foi com o estudante à costureira, é Márcio Gaiote, amigo de Bruno. “Bruno me disse: ‘Você é meu amigo iluminado eu quero que você use essa capa comigo um dia’ e não deu tempo ainda de saber o que acontece”, diz Márcio.

Márcio acha que Bruno fez tudo isso para chamar a atenção para o seu trabalho. “Ele resolveu se evadir ou meditar não sei, para que as pessoas analisem melhor o trabalho dele com mais atenção. Acredito que tenha sido isso”, diz Márcio.

 

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