Invenção que pode mudar medicina nos países mais pobres custa apenas R$0.60

Custando menos de um real, o dispositivo que pode mudar a medicina de países pobres e sem locais com infraestrutura adequada, pode salvar vidas. A invenção que foi Batizada de “Paperfuge”, junção das palavras “paper” (papel) e “fuge”(do inglês centrifuge -centrífuga em português), é resultado de pesquisas feitas em Stanford (uma universidade de pesquisa privada localizada em Palo Alto, Califórnia. É uma das instituições mais prestigiadas do mundo, e é conhecida por ter a maior seletividade de graduação). Um dos envolvidos, o professor assistente de bioengenharia e pesquisador Manu Prakash, possui uma linha de pesquisa voltada para a criação de soluções e alternativas de baixo custo, objetivando o cuidado da saúde em países pobres.

Seguindo a proposta, o Paperfuge que se adequa perfeitamente às pretensões do pesquisador, tem seu custo em materiais na marca dos vinte centavos de dólar, algo próximo a sessenta centavos brasileiros, e que pode causar um grande impacto no mundo.

A detecção de portadores do vírus HIV, que além não possuir cura é recorrente em países pobres e carentes de infraestrutura, a confirmação de casos de malária, bem como também diversos outros procedimentos médicos, é dependente das centrífugas, que são equipamentos indispensáveis para a realização desses exames.

Para que elas possam funcionar (as centrífugas), grandes espaços precisam ser dispendidos, energia elétrica e dinheiro. Segundo Prakash em vídeo produzido por Stanford, “Um bilhão de pessoas em nosso planeta vivem sem eletricidade, infraestrutura, estradas e qualquer tipo de assistência média”.

Visando modificar esse quadro, tendo como inspiração um antigo brinquedo o novo dispositivo tem como finalidade substituir essas centrifugas, que trabalham para separar o plasma do sangue. O simples manuseio do Paperfuge acrescido da fixação de um fino tubo de vidro contendo o sangue a ser analisado em sua estrutura, fazem todo o trabalho antes apenas viável com as centrifugas. Uma vez que o tubo se encontra preenchido com o sangue, basta brincar. O conteúdo do tubo gira em uma grande velocidade, e o conteúdo é de igual maneira separado no tubo.

Testes realizados comprovaram que a amostra de sangue pode girar a até 125.000 rotações por minuto (RPM), já uma centrífuga profissional chega a marca de 15.800 RPM. Além da eficiência, o uso dessa tecnologia que custa tão pouco, pode ser uma importante ferramenta para o combate a doenças em países que carecem de uma infraestrutura médico hospitalar necessária para tratamentos adequados.

 

 

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