Anjos da Noite chega ao quinto filme não parecendo ter fôlego para mais

A mais empolgante guerra entre vampiros e lobisomens (lycans) está de volta, em sua quinta produção. Depois de “Anjos da Noite” (2003), “Anjos da Noite: A Evolução” (2006), “Anjos da Noite: A Rebelião” (2009) e “Anjos da Noite: O Despertar” (2012) – tendo somente o terceiro não contado com a estrela principal da franquia – Kate Beckinsale retorna agora com “Anjos da Noite: Guerras de Sangue”.

 

O filme, que retorna ao já conhecido atrito entre os vampiros (da qual a personagem de Beckinsale, Selene, faz parte) e os lobisomens, ou lycans. Na trama, a personagem principal deve se defender dos brutais lycans e também de um clã dos vampiros que a traiu e deseja tomar o poder.

 

A saga, que sempre foi criticada pela sua história confusa e por vezes mal explicada, retorna agora para seu quinto título – sendo o quarto com Beckinsale, vez que o terceiro, “A Rebelião”, tratou do início dos atritos entre as duas facções de seres sobrenaturais. Porém, ao mostrar uma personagem feminina forte e como principal protagonista da história, ganhou adeptos.

 

A atriz comenta que, apesar das roupas de látex que utiliza, a personagem não é de forma alguma sexualizada, por usar roupas sempre bem fechadas e sempre se envolver em cenas de ação pesada. No gênero em que “Anjos da Noite” se enquadra – onde normalmente as mulheres são somente decorativas à trama – a saga realmente é inovadora ao trazer esta personagem feminina forte, ainda mais como a principal da história.

 

O filme é dirigido pela estreante Anna Foerster, contando com Theo James, Tobias Menzies, Charles Dance e Lara Pulver no elenco, e tenta dar novo fôlego à franquia, que acabou caindo nos esquecimento nos últimos tempos.

 

Passando uma mensagem de certa forma moderna, ao abordar temas como a importância da informação (que pode se sobrepor à força física até mesmo em um conflito como o que ele narra, entre criaturas eminentemente brutais), este novo “Anjos na Noite” parece demonstrar que a série está realmente perdendo força – pois não consegue mais se renovar, parecendo por vezes que sempre estamos assistindo à mesma história.

 

Este novo filme da saga, enfim, entrega o que promete – já que as expectativas já não eram mais tão grandes após os últimos filmes pouco inspirados. De certa forma, é um fim melancólico para uma saga que parecia ter mais futuro ao acabar de olhar o primeiro filme, no longíquo ano de 2003.

 

A ficha do filme no IMBD pode ser acessada através do link.

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