O Brasil no ranking mundial de educação

A cada três anos, o nível de habilidades em três áreas do conhecimento: matemática, leitura e ciências, de estudantes de 15 anos de diversos países, é testado por meio do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (PISA), uma prova aplicada pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A última pesquisa, de 2015, foi aplicada em 70 países, 35 membros da OCDE e 35 parceiros, incluindo o Brasil. Mais uma vez, os países asiáticos ocuparam as primeiras posições do ranking. Os dez maiores pontuações foram: Cingapura, Japão, Estônia, Taiwan, Finlândia, Macau, Canadá, Vietnã, Hong Kong e China. O Brasil ficou na 63ª posição em ciências, na 59ª em leitura e na 66ª colocação em matemática. Esses resultados apontam uma queda no rendimento do país da pesquisa anterior de 2012. Naquele ano, o Brasil ocupou a 55ª posição no ranking de leitura, 58ª no de matemática e 59ª no de ciências.
A prova oferece um perfil básico de conhecimentos e habilidades dos estudantes, com questões de múltipla escolha que simulam situações reais, reúnem informações sobre variáveis demográficas e sociais de cada país, avalia a educação financeira e resolução colaborativa de problemas, e oferece indicadores de monitoramento dos sistemas de ensino ao longo dos anos. Além dessas questões, os alunos preenchem um questionário com detalhes sobre suas experiências na aprendizagem, sua vida em família e na escola.
Para que o Brasil alcance melhores resultados no ranking, mais do que um aumento no investimento em educação, é necessário que sua destinação seja feita de maneira inteligente e que se dedique atenção à valorização e formação do professor.
Preparar os docentes para a sala de aula, estimular os jovens a seguirem carreiras do magistério e aumentar o prestígio do professor são iniciativas que podem ser tomadas e que resultam na melhoria da formação inicial e continuada.
Os melhores desempenhos da pesquisa vem de sistemas de ensino conhecidos pelo nível muito alto de exigência dos alunos, pelo ensino de menos conteúdo, mas de forma bem aprofundada e pela progressão da aprendizagem, em que o próximo passo somente é dado depois da plena compreensão do anterior. Por fi,, é imprescindível o investimento na qualidade do ambiente de aprendizagem e nas competências sociais e emocionais do educador.
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